Medidas incluem cronograma de roçada e remoção de mato seco entre abril e junho pela concessionária Rumo. Empresa afirma que atua em ações de prevenção e combate a incêndios.
Matéria publicada no G1 de 01/03/2026 – https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2026/03/01/mpf-cobra-medidas-contra-incendios-em-trechos-ferroviarios-que-passam-por-30-cidades-de-sp.ghtml
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que as concessionárias Rumo Malha Paulista e Rumo Malha Central reforcem o controle da vegetação e retirem a biomassa das margens das ferrovias no interior de São Paulo. A orientação prevê a limpeza completa da faixa de domínio até junho de cada ano e a retirada imediata do material cortado.
Os contratos de concessão já exigem que as empresas cuidem das faixas de domínio e controlem a vegetação para reduzir riscos à segurança, ao meio ambiente e à saúde pública. A recomendação do MPF reforça essa obrigação e define regras claras para o cumprimento.
O objetivo é reduzir o risco de incêndios como os registrados em 2024 na região noroeste do estado, durante a seca. A recomendação vale para trechos que passam por 30 municípios. Entre eles, São José do Rio Preto, Jales, Catanduva e Votuporanga.
A TV TEM esteve no distrito de Engenheiro Schmitt, em Rio Preto, na terça-feira (24), e registrou grande quantidade de mato ao redor da linha férrea. O MPF alerta que, sem a limpeza, o risco de incêndios aumenta com a chegada da estiagem, quando a chuva é escassa.
O trecho tem tráfego intenso de trens, alguns com cargas inflamáveis. Por isso, o MPF determinou que a limpeza seja concluída até junho, início do período de seca.
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O que diz a empresa
Em nota, a Rumo informou que faz manutenção preventiva da vegetação para garantir a segurança e evitar incêndios. Nos trechos urbanos, a roçada é feita quatro vezes por ano e pode ser ampliada conforme avaliação técnica ou pedido das prefeituras.
Atualmente, três equipes trabalham na Malha Paulista, com serviços em Jales, Catanduva e Votuporanga. Em São José do Rio Preto, a limpeza deve começar nos próximos dias.
A empresa afirmou que a retirada da biomassa não é necessária, já que o material cortado é rasteiro, se decompõe sozinho e não aumenta o risco de incêndios.
A Rumo disse ainda que atua em parceria com prefeituras, Defesa Civil e Polícia Ambiental em ações de prevenção e combate a incêndios.